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DRE Gerencial: o que é, como ela funciona e como fazer? 4 semanas ago

Existem diversos relatórios (obrigatórios ou não) que devem ser gerados para garantir uma gestão eficiente e uma tomada de decisão mais acertada. Entre eles, está a Demonstração do Resultado do Exercício, que permite ter uma visão ampla a respeito dos resultados contábeis.

Quer saber melhor o que é a DRE gerencial, quais dados ela deve apresentar e como sua estrutura deve ser montada? Então, você não pode deixar de ler este artigo. Continue conosco e confira agora mesmo!

O que é a DRE gerencial?

A DRE pode ser definida como um relatório que, como o nome sugere, demonstra um resumo das operações financeiras realizadas em determinado período (geralmente do ano) e seus resultados — que podem ser de lucro ou prejuízo para a empresa.

Em outras palavras, esse demonstrativo permite comparar os recebimentos, os custos e as despesas, operacionais e não operacionais, do seu negócio. A DRE gerencial apresenta uma condensação dos resultados e permite realizar projeções de custos, de possibilidade de crescimento, de necessidade de investimentos, entre outras coisas.

Por que ela é importante para a empresa?

Junto a outros relatórios (como o Balanço Patrimonial e o Fluxo de Caixa), o demonstrativo é essencial para que o gestor conheça e analise a situação financeira do negócio. Assim, podemos dizer que a DRE gerencial mostra um norte a respeito dos fatores que podem afetar os resultados e o que precisa ser feito a partir daí.

O objetivo é acompanhar a evolução dessas questões, além de:

  • identificar a capacidade da empresa de gerar renda (lucros);
  • avaliar os empecilhos que podem resultar em prejuízo (fechando o período no vermelho);
  • obter uma base sólida e confiável para a tomada de decisão;
  • elaborar estratégias que contribuem para preservar a saúde financeira do negócio;
  • definir um planejamento estratégico mais condizente com a realidade.

Como é uma estrutura de DRE?

Existem vários pontos que devem ser considerados na elaboração de uma DRE gerencial. Para que o relatório apresente os resultados corretos, essas variáveis devem ser constantemente monitoradas e registradas. Vamos conhecê-las?

Receitas

Trata-se de todo dinheiro que entrou no caixa no período. Geralmente, têm origem:

  • na venda de produtos;
  • na prestação de serviços;
  • no recebimento de juros;
  • no recebimento dos rendimentos de aplicações financeiras.

Deduções e abatimentos

Podemos defini-los como descontos que ocorrem sobre a receita obtida. Surgem com:

  • a incidência dos impostos sobre o seu preço de venda — ICMS (para venda de produtos) e ISS (para a prestação de serviços);
  • os descontos oferecidos aos clientes no momento da negociação;
  • as devoluções das vendas realizadas.

Receita líquida

Consiste no resultado obtido por meio da subtração das deduções e abatimentos sobre as receitas.

Custo de vendas

Corresponde aos gastos necessários para que a empresa mantenha e continue executando as atividades e possa vender seus produtos (ou prestar os serviços para os clientes). Eles estão ligados à compra de produtos (matéria-prima ou mercadorias) e ao frete pago para o fornecedor realizar as entregas desses itens.

Eles se dividem em três categorias:

  • Custo das Mercadorias Vendidas (CMV);
  • Custo dos Produtos Vendidos (CPV);
  • Custo dos Serviços Prestados (CSP).

Lucro bruto

Consiste no resultado da receita líquida menos os custos de vendas.

Despesas administrativas

Trata-se de todas as despesas fixas necessárias para manter a empresa em funcionamento, mesmo quando não há vendas. É o gasto que se tem com:

  • aluguel;
  • água;
  • energia elétrica;
  • internet.

Despesas com vendas

São todos os custos que seu negócio tem depois que as vendas são concretizadas. É o caso do pagamento de comissões e ações de pós-vendas, por exemplo.

Despesas financeiras

Estão ligadas ao pagamento de juros, multas e, inclusive, variações cambiais (para empresas que trabalham com importação).

Resultado antes do IRPJ e da CSLL

É o resultado encontrado depois que as despesas são subtraídas do lucro bruto. Porém, ainda não se considera o abatimento dos impostos.

Dedução do IRPJ e da CSLL

Aqui, realiza-se o abatimento, sobre o faturamento, do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).

Resultado líquido

Por último, temos o resultado líquido. Ele é obtido depois que todos os abatimentos sobre o lucro bruto são realizados. É aqui que se avalia o verdadeiro resultado do negócio, que pode ser de lucro (caso positivo) ou prejuízo (caso negativo).

Estrutura de uma DRE

Agora que todos os fatores que devem ser considerados em uma DRE são conhecidos, vamos apresentar como a estrutura deve ser montada. Veja só:

  • (+)Receita com vendas;
  • (-) Deduções e abatimentos (sobre a Receita com vendas);
  • (=) Receita Líquida (Receita com as vendas – Deduções e abatimentos);
  • (-) Custos de vendas — CPV, CMV, CSP;
  • (=) Lucro Bruto (Receita Líquida – Custos de vendas);
  • (-) Despesas administrativas;
  • (-) Despesas com as vendas;
  • (-) Despesas financeiras;
  • (=) Resultado Antes do IRPJ e da CSLL (Lucro Bruto – Despesas);
  • (-) Abatimentos do IRPJ e da CSLL;
  • (=) Resultado Líquido (Resultado Antes do IRPJ e da CSLL — Abatimentos do IRPJ e CSLL).

Esse resumo é amplamente utilizado por gestores para se chegar ao resultado de certo exercício (período que pode ser mensal ou anual, por exemplo). Entretanto, dependendo do grau de complexidade da DRE, é possível que haja desdobramentos com novas informações e um detalhamento ainda maior do desempenho financeiro.

Vale ressaltar que existem ERPs — sistemas de gestão integrada — que já vêm com esse tipo de relatório, facilitando ainda mais a vida do gestor, que passa a ter as informações a qualquer momento, com bastante agilidade e acuracidade.

A DRE gerencial precisa ser acompanhada para que se tenha conhecimento a respeito do desempenho da empresa e a necessidade de ajustes no plano de ação, caso os resultados se mostrem aquém do esperado. Por meio dela, são criadas estratégias para aprimorar o desempenho e garantir uma saúde financeira satisfatória para o negócio. Portanto, podemos dizer que é um instrumento crucial para a tomada de decisão.

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